quarta-feira, 4 de março de 2009

Remédio Político para uma Crise Econômica

Começo com um pensamento de Karl Marx, in Das Kapital, 1867.
" Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado".

Quem diria, hein! Uma crise econômica que necessita da intervenção do Estado para contê-la. O neoliberalismo tão disseminado, principalmente a partir da década de 1970, cujo o pressuposto básico era defender a liberdade absoluta do mercado e restringir a participação do Estado sobre a economia, hoje, devido a espculações financeiras de magnatas que não respeitaram os princípios de uma conduta econômica correta necessitam reativar o Welfare State, ou Estado de bem-estar social em sua essência. Esse é um tipo de organização política e econômica que coloca o Estado como agente defensor e protetor social e organizador da economia. O capitalismo que antes brigava contra o socialismo, hoje luta contra ele mesmo. Hipotecas sem valor, créditos podres, uma população americana que tem um endividamento 3 vezes maior que o seu PIB. Tudo isso leva a um efeito cadeia, o qual foi gerado pela libertinagem financeira e pelo capitalismo especulativo desenvolvido por economistas e administradores sem preparo. O mundo está esperando que o pacote seja aprovado. A desacelaração econômica já é vista em dados. Bancos e empresas estão falindo. O desemprego aumenta vertiginosamente. O dinheiro não circula, perde liquidez. Por mais que receitem os remédios anticrise, os mercados não se estabilizam. Em virtude disso, as soluções para crise estão cada vez menos econômicas e cada vez mais políticas. Concluindo, as decisões políticas serão inócuas caso não haja efeitos positivos no ordenamento econômico.