A Natura é uma empresa do ramo de cosméticos que foi criada no ano de 1969. Agora desponta com uma das poucas empresas do Brasil que foi capaz de superar o momento mais turbulento da crise econômica que ainda assola a atmosfera mundial.
O mercado consumidor doméstico brasileiro é o terceiro maior do mundo em volume de vendas. A Natura por sua vez tem 90% de sua receita gerada por nosso mercado. O Brasil (US$ 28,77 Bi) só perder para o Japão (US$ 33,75 Bi) e os Estados Unidos (US$ 52,14 Bi), que é o líder do ranking mundial. A principal concorrente da Natura no Brasil é a americana Avon. No entanto, vale ressaltar, que o mercado brasileiro é que o que apresentou o maior crescimento em 2008, 27,5%).
Quando comparamos outros bens do setor de consumo como móveis e eletrodomésticos, e alimentos, fumo e bebidas, o resultado que se chega da evolução é que o setor de cosméticos vai crescer no ano de 2009 algo em torno de 10%, o setor de alimentos, bebidas e fumo terá um avanço de menos significativo de 6 %, ao passo que o setor de móveis e eletrodomésticos terá uma queda de 9,5%.
A Natura abriu capital na Bolsa de Valores no dia 25 de maio de 2004. Até o dia 30 de junho de 2009, as ações da empresa do ramo de cosméticos tiveram a maior valorização de todas que fizeram captação através da oferta primária de ações. A valorização no período de um pouco mais de 5 anos foi de 340%. Além disso, a empresa desde 2004 quase dobrou seu faturamento e seu lucro líquido. Em 2008 a empresa teve um faturamento de R$ 5 Bi e um lucro líquido de R$ 540 Mi. Isso representou um crescimento de 49% descontando o IGP-M.
Uma curiosidade com relação às empresas de cosméticos é que uma empresa americana chamada Estée Lauder criou um indicador chamado Índice batom, esse indicador relaciona as recessões econômicas com o aumento das vendas dos produtos de beleza. O Índice batom mostra que em momentos de crise, com sinais de incerteza, as mulheres, principalmente, para aumentar a auto-estima adiam sonhos de comprar, por exemplo um carro novo, e compram produtos de beleza.
Voltando a Natura, ela tem um plano de expansão em dois mercados: EUA e América Latina. A empresa vai criar produtos mais adaptados para esses nichos mercadológicos, uma vez que atualmente vende apenas produtos brasileiros sem adaptação alguma. Outro dado interessante, é que 67,5% das vendas tem sua origem em produtos lançados nos últimos dois anos.
A empresa passou por uma reengenharia no ano de 2007, pior momento da empresa, fase que viu a sua maior concorrente, Avon, crescendo no mercado brasileiro e sua rentabilidade caindo vertiginosamente. Depois dessa reengenharia a empresa ficou mais enxuta, com menos níveis hierárquicos e mais rentável. Logo, mesmo com a crise econômica a empresa teve um aumento em suas vendas de 17% no último trimestre de 2008 e no primeiro trimestre de 2009 apresentou um crescimento de 77% em seu lucro líquido.
Conclui-se que a empresa tem um alto poder de inovação e criação de novos produtos, uma empresa, hoje, eficiente, com baixo custo de investimento imobilizado e ainda com um grande plano de expansão no mercado norte americano, o maior do mundo, e América latina. Com esse cenário tende a figurar entre as melhores empresas no médio prazo, fazendo jus ao prêmio recebido nesse ano de melhor empresa no evento da revista exame chamado Melhores e Maiores empresas. Portanto, meus caros, a empresa é uma "beleza" para se investir, através da compra de ações na Bovespa. Grande abraço a todos e até a próxima.
domingo, 12 de julho de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Remédio Político para uma Crise Econômica
Começo com um pensamento de Karl Marx, in Das Kapital, 1867.
" Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado".
Quem diria, hein! Uma crise econômica que necessita da intervenção do Estado para contê-la. O neoliberalismo tão disseminado, principalmente a partir da década de 1970, cujo o pressuposto básico era defender a liberdade absoluta do mercado e restringir a participação do Estado sobre a economia, hoje, devido a espculações financeiras de magnatas que não respeitaram os princípios de uma conduta econômica correta necessitam reativar o Welfare State, ou Estado de bem-estar social em sua essência. Esse é um tipo de organização política e econômica que coloca o Estado como agente defensor e protetor social e organizador da economia. O capitalismo que antes brigava contra o socialismo, hoje luta contra ele mesmo. Hipotecas sem valor, créditos podres, uma população americana que tem um endividamento 3 vezes maior que o seu PIB. Tudo isso leva a um efeito cadeia, o qual foi gerado pela libertinagem financeira e pelo capitalismo especulativo desenvolvido por economistas e administradores sem preparo. O mundo está esperando que o pacote seja aprovado. A desacelaração econômica já é vista em dados. Bancos e empresas estão falindo. O desemprego aumenta vertiginosamente. O dinheiro não circula, perde liquidez. Por mais que receitem os remédios anticrise, os mercados não se estabilizam. Em virtude disso, as soluções para crise estão cada vez menos econômicas e cada vez mais políticas. Concluindo, as decisões políticas serão inócuas caso não haja efeitos positivos no ordenamento econômico.
" Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado".
Quem diria, hein! Uma crise econômica que necessita da intervenção do Estado para contê-la. O neoliberalismo tão disseminado, principalmente a partir da década de 1970, cujo o pressuposto básico era defender a liberdade absoluta do mercado e restringir a participação do Estado sobre a economia, hoje, devido a espculações financeiras de magnatas que não respeitaram os princípios de uma conduta econômica correta necessitam reativar o Welfare State, ou Estado de bem-estar social em sua essência. Esse é um tipo de organização política e econômica que coloca o Estado como agente defensor e protetor social e organizador da economia. O capitalismo que antes brigava contra o socialismo, hoje luta contra ele mesmo. Hipotecas sem valor, créditos podres, uma população americana que tem um endividamento 3 vezes maior que o seu PIB. Tudo isso leva a um efeito cadeia, o qual foi gerado pela libertinagem financeira e pelo capitalismo especulativo desenvolvido por economistas e administradores sem preparo. O mundo está esperando que o pacote seja aprovado. A desacelaração econômica já é vista em dados. Bancos e empresas estão falindo. O desemprego aumenta vertiginosamente. O dinheiro não circula, perde liquidez. Por mais que receitem os remédios anticrise, os mercados não se estabilizam. Em virtude disso, as soluções para crise estão cada vez menos econômicas e cada vez mais políticas. Concluindo, as decisões políticas serão inócuas caso não haja efeitos positivos no ordenamento econômico.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Resiliência - O novo conceito para superar a crise
Resiliência: o novo conceito para enfrentar a crise.
O mundo vive um dos seus piores momentos econômicos desde a grande depressão de 1929. Essa crise foi a maior recessão do século XX e só extinguiu-se após a segunda guerra mundial. Aquele período causou altas taxas de desemprego, quedas drásticas do Produto Interno Bruto, depreciação do preços das ações e para completar os índices de produção industrial caiu vertiginosamente. Hoje em dia, mergulhamos numa crise muito semelhante com a ocorrida a 80 anos atrás e estamos começando a sentir os efeitos de uma administração gananciosa e irresponsável de economistas de uma série de bancos americanos. No entanto O Administrador, como é dotado de uma inteligência não só linear, racional e matemática, é capaz de analisar a situação calamitosa em que vivemos e mesmo assim observar e enxergar oportunidades de negócios.
O mundo vive um dos seus piores momentos econômicos desde a grande depressão de 1929. Essa crise foi a maior recessão do século XX e só extinguiu-se após a segunda guerra mundial. Aquele período causou altas taxas de desemprego, quedas drásticas do Produto Interno Bruto, depreciação do preços das ações e para completar os índices de produção industrial caiu vertiginosamente. Hoje em dia, mergulhamos numa crise muito semelhante com a ocorrida a 80 anos atrás e estamos começando a sentir os efeitos de uma administração gananciosa e irresponsável de economistas de uma série de bancos americanos. No entanto O Administrador, como é dotado de uma inteligência não só linear, racional e matemática, é capaz de analisar a situação calamitosa em que vivemos e mesmo assim observar e enxergar oportunidades de negócios.
Começo falando do que a resiliência tem a ver com a crise. Um administrador que se preze deve ter em sua bagagem esse conceito arraigado em sua personalidade. Resiliência é a capacidade de um material de suportar tensões, pressões, intempéries e adversidades. Ademais, é a capacidade de se esticar, assumir formas e contornos para manter sua integridade, preservar sua anatomia, manter sua essência. Transportando esse conceito para o mundo da psicologia, resiliência é frequentemente atribuída a processos que explicam a superação de crises e adversidades em indivíduos, grupos e organizações (Yunes & Szymanski,2001: Tavares, 2001). Esse conceito revela a capacidade de suportar dor, transcender obstáculos, administrar conflitos, contornar entraves e se adaptar a mudanças psicossociais.
Esse conceito de resiliência é um dos códigos da inteligência que um administrador deve desenvolver para ser bem sucedido. O termo código da inteligência vem de um livro escrito por Augusto Cury, cujas principais contribuições estão no campo da psicologia. O administrador deve estar ciente de que estamos vivendo um período de incertezas por conta da crise econômica que assola o mundo. Entretanto, deve-se ter em mente que oportunidades podem surgir dessa crise e é nisso que o foco deve ser canalizado. O Administrador estuda para contornar os conflitos, a superar crises conjunturais e ou simplemente dentro da sua organização ou até mesmo dentro de sua área. Logo, mesmo se tratando de uma crise complicada, devemos replanejar e agir. Um exemplo para ilustrar a situação da resiliência de um Administrador, ocorreu com um corretor de imóveis formado em Administração que com essa crise poderia ter se desperado, pois as pessoas teriam menos apetite para comprar imóveis e ainda porque consumidores seriam desencorajados a financiar apartamento, uma vez que o crédito estaria mais seletivo e escasso no mercado. Entretanto, ele não viu essa situação como um entrave, mas sim como uma oportunidade. Mas como? Ele estava vendendo a idéia que o investimento em imóveis seria menos arriscado do que deixar o dinheiro aplicado em bancos cuja solvência era duvidosa ou até mesmo maquiada. Com isso focou em um grupo de pessoas com um montante de divisas investido no mercado financeiro ou até mesmo aplicado em bancos. O planejamento deu certo e ele está conseguindo driblar a crise mesmo nessa conjuntura atual. Resumindo, observou uma oportunidade e agiu de forma proativa como um administrador deve fazer. Então meus caros leitores não vamos abaixar a cabeça deixando que pensamentos negativos suguem nossas virtudes e nossa capacidade. Nossa criatividade e visão não podem ficar atrofiadas num momento desse. Muito pelo contrário, elas devem estar a todo vapor.
Concluindo, numa crise como essa é que desenvolvemos nossas capacidades de empreender e de criar oportunidades. Não se deixe atormentar pela crise econômica. Crie oportunidades, desenvolva o conceito de Resiliência e MÃOS À OBRA!
Ass: Henrique de Bethencourt.
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